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    Lar»Brasil»Exposição no Rio de Janeiro debate encarceramento e justiça social
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    Exposição no Rio de Janeiro debate encarceramento e justiça social

    De Rafael Cardoso - Reporter da Agencia Brasil8 de março de 2026Nenhum comentário4 minutos lidos
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    Exposição no Rio de Janeiro debate encarceramento e justiça social
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    Uma exposição no Rio de Janeiro reúne obras de pessoas egressas do sistema prisional e de seus familiares. Por meio de diferentes linguagens – como pintura, performance e vídeo –, os artistas propõem reflexões sobre encarceramento, desigualdades sociais e políticas públicas.

    Um dos participantes da mostra Coexistir Coabitar é o artista e biomédico Wallace Costa, de 29 anos, que mora no bairro de Irajá, na zona norte. Ele apresenta a obra Cadeias de Vidro: três telas em resina que revisitam a trajetória do pai na prisão e como isso deixou marcas na família.

    Para Wallace, a arte permite elaborar memórias e provocar reflexões sobre justiça, saúde mental e ressocialização. O pai dele foi detido mais de uma vez. Na penúltima prisão, permaneceu 11 anos encarcerado. Após cumprir pena, passou pelo regime semiaberto e voltou a ser preso em 2019, por um ano.

    “Além dos rótulos que foram tatuados em mim, teve a época do regime semiaberto, em que tive que conviver com ele. Eu já era adolescente, e ele estava diferente. Nós tínhamos que ficar monitorando o aparelho da tornozeleira eletrônica que ele usava. Ele chegou a usar drogas dentro de casa. Tudo isso teve muito impacto na minha vida”, conta Wallace.

    Na obra do artista, a placa central traz a réplica de um jornal que retratou o pai como instigador de uma rebelião ocorrida em abril de 2004. Nas laterais, fragmentos de vidro, adesivos e canudos encapsulados em resina representam a fragmentação e a anulação do sujeito encarcerado.

    “O objetivo é tanto se ver na pele do outro quanto procurar se reconhecer em um reflexo distorcido de si mesmo. É uma maneira de ver além da notícia. Eu explorei a saúde mental de um egresso após a passagem pelo sistema prisional, a experiência do meu pai como detento”, explica.

     Larissa Rolando fez uma escultura de coração empalado para a exposição – Foto: Thiego Mattos/Divulgação

    Detida entre fevereiro e maio do ano passado, a jovem Larissa Rolando, de 20 anos, moradora de Bangu, na zona oeste, diz que a experiência no sistema prisional foi “uma virada de chave” em sua vida. Ela transformou o período difícil em reflexão pessoal e arte.

    Mulher trans, Larissa conta que já estava com os documentos retificados quando foi presa. A expectativa era cumprir pena em um presídio feminino, mas recebeu a informação de que ficaria em uma unidade masculina – o que provocou pânico.

    “Eu fiquei com muito medo, muito medo. Um medo estratosférico mesmo, porque, na minha cabeça, eu ia ser estuprada e ia acontecer tudo de ruim. Mas a realidade foi bem diferente. Os homens eram muito respeitosos e muito solícitos comigo”, conta.

    Apesar do tratamento, Larissa teve de lidar com condições precárias de higiene e alimentação no presídio. Ela diz que a experiência a tornou mais madura e a ajudou a rever amizades e prioridades. A mudança de perspectiva se refletiu também na produção artística. Ela decidiu investir na escultura como linguagem principal.

    “Para a exposição, fiz a escultura de um coração empalado, com veias saindo de dentro dele e, na ponta dessas veias, há CDs. Quis trazer algo que falasse da minha experiência. E em todos os momentos da minha vida, desde que eu era criança, desde a minha transição de gênero, a música sempre esteve comigo. Nos momentos tristes e felizes”, explica Larissa.

    A exposição Coexistir Coabitar reúne obras de 27 artistas. Elas são resultado de uma residência artística realizada no Museu da Vida Fiocruz, voltada para egressos dos sistemas prisional e socioeducativo e seus familiares. O processo articulou arte, saúde e justiça social, tratando a criação como ferramenta de escuta e reconstrução de trajetórias.

    O curador Jean Carlos Azuos destaca que o ponto de partida são as histórias dos próprios participantes.

    “As obras não partem de temas dados, mas de experiências reais. Arte, justiça social e saúde ampliada atravessam os processos de criação e se tornam matéria e linguagem”, diz Azuos.

    Além da visitação, a programação inclui atividades educativas, como visitas mediadas, oficinas e rodas de conversa, ampliando o diálogo com o público.

    Serviço

    Exposição: Coexistir Coabitar
    Local: Largo das Artes – Rua Luís de Camões, 02, Centro (1º andar)
    Visitação: até 25 de abril de 2026
    Horário: terça a sábado, das 10h às 17h
    Entrada: gratuita

     
     
     
     
     
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